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História do Vale Sagrado dos Incas: como um vale de milho virou o coração do império

O vale do rio Urubamba, entre Pisac e Ollantaytambo, foi para os incas o que o seu nome moderno sugere: a terra mais fértil e amena perto de Cusco, onde cultivavam o milho, ergueram terraços, templos e fortalezas, e testaram cultivos em Moray. Chinchero foi palácio real, Pisac e Ollantaytambo fazendas imperiais com setor religioso, e Ollantaytambo ficou inacabado com a chegada dos espanhóis. Hoje é o único lugar onde um povoado inca continua habitado com o traçado original.
A história se conta melhor no terreno. Reserve hoje até as 20h e amanhã você a ouve do seu guia.—Tem vaga amanhã?

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Antes dos incas

O vale foi povoado muito antes do império: os poços de Maras já eram explorados por comunidades anteriores e os primeiros terraços datam de culturas regionais. Os incas, a partir do século XV, reorganizaram tudo em grande escala: canalizaram trechos do rio, ampliaram os terraços e transformaram o vale em despensa e lugar de descanso da elite de Cusco.

O milho e os terraços

O clima ameno do fundo do vale (2.800–3.000 m) permitia o milho que em Cusco, 400 metros acima, não vingava igual. Os terraços de Pisac e Ollantaytambo, com seus muros de contenção, canais e solos preparados em camadas, não eram só agricultura: eram engenharia para ganhar terra da encosta e controlar a água. Em Moray, os anfiteatros de terraços concêntricos com temperaturas diferentes são interpretados como um laboratório para adaptar cultivos a diferentes altitudes.

O que cada parada conta

ChincheroPalácio do inca Túpac Yupanqui; sobre seus muros os espanhóis ergueram a igreja no século XVII. As tecelãs mantêm técnicas de fiação e tingimento pré-hispânicas.
MarasMais de 3.000 poços alimentados por uma nascente salgada, explorados desde antes dos incas e até hoje pelas famílias da comunidade.
MorayTerraços circulares em depressões naturais; a diferença de temperatura entre os níveis sustenta a hipótese do laboratório agrícola.
OllantaytamboFazenda real de Pachacútec e, em 1537, cenário de uma das poucas batalhas que os incas venceram contra os espanhóis. O Templo do Sol ficou pela metade.
PisacFazenda real com terraços, setor religioso com Intihuatana e o maior cemitério inca conhecido no paredão em frente.

O vale hoje

Ollantaytambo é o único povoado do antigo império que mantém o traçado inca em uso: os quarteirões, os canais pelas ruas e muitos muros são os originais e seguem habitados. Chinchero, Pisac e Maras vivem da agricultura, do têxtil, do sal e das visitas. O Boleto Turístico financia a conservação dos sítios arqueológicos do Estado; o ingresso de Maras, a comunidade que trabalha os poços. Por isso no passeio se pagam os dois.

Reservas para amanhã: sem reembolso; é possível mudar a data se houver vaga, e remarcamos ou reembolsamos se cancelarmos por causa do clima.

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É um nome moderno, popularizado no século XX; para os incas era o vale do Urubamba ou Willkamayu, o rio sagrado. O adjetivo reflete a concentração de fazendas reais, templos e terraços.

Uma propriedade do inca governante, com terras, terraços, palácio e setor religioso. Pisac e Ollantaytambo foram; Chinchero foi palácio de Túpac Yupanqui.

É a hipótese mais aceita pela diferença de temperatura entre os terraços e pelos vestígios de cultivos, mas não é a única; o guia conta as alternativas.

A conquista interrompeu as obras do Templo do Sol: os blocos semitalhados e a rampa da pedreira continuam onde ficaram.

As duas rotas compartilham Chinchero, Ollantaytambo e Pisac; o Express acrescenta Maras e Moray, o Clássico o Mirante de Taray. O guia adapta o relato à ordem de cada uma.

Sim, nos dois idiomas em cada lugar. Não há guia em português. Dá para reservar hoje para amanhã até as 20h.

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